Moda sustentável
Ao procurar estar informada sobre os meios existentes para contribuir para uma indústria da moda mais sustentável e para ter uma postura ecologicamente correcta chego à conclusão que não existe uma receita simples. Isto porque a sustentabilidade no sector da moda passa por vários factores e além disso dificilmente algum produto de moda será 100% sustentável.
Não obstante desta conclusão, existem pequenos comportamentos no dia-a-dia que podemos mudar. Para isso podemos começar por um sem fim de mudanças possíveis ainda mesmo antes da compra de um produto, eis alguns exemplos:
Ao optar por marcas fabricadas no país em que vivemos não só estamos a ajudar a crescer a economia local como ainda ajudamos a reduzir as emissões de CO2 resultantes dos transportes. Se além destes benefícios a empresa apresentar uma vertente ecológica e sustentável tanto melhor, como é o caso da RESSO.
Quando pensamos em sustentabilidade e qualidade no mundo da moda tendemos a pensar unicamente em questões ligadas à produção de roupa esquecendo outros produtos, entre os quais os cosméticos.
Mas é aqui que deveríamos ter uma atenção redobrada visto que 60% das substâncias que entram em contacto com a pele penetram no nosso corpo e muitas vezes nem conhecemos a lista de ingredientes que estão nos cremes que usamos diariamente e nem fazemos ideia dos verdadeiros efeitos na nossa pele e na nossa saúde.
A propósito deste tema, conheci recentemente a SUSTENT'HABIL, uma associação sem fins lucrativos direccionada para a defesa do meio ambiente. Aqui, entre outras atividades, produzem, desenvolvem e comercializam produtos ecologicamente corretos, que contribuam para a salvaguarda do património natural e ambiental.
É deste conceito que surgem os cosmÉTICOS SUSTENT'HABIL que além de serem são fabricados em Portugal, são produzidos apenas com ingredientes naturais e com matérias primas maioritariamente certificadas como BIO ou ORGÂNICA, procurando sempre que possível utilizar ingredientes locais como o azeite português obtido por processos mecânicos em lagar tradicional no Alentejo e sal marinho de Tavira. Não usando óleo de palma nem quaisquer ingredientes de origem animal nas suas formulações.
Na sua loja online podem encontrar os diversos produtos que a marca comercializa, como os cremes para corpo pés e mãos, desodorizantes, entre outros.
Existem várias formas de podermos contribuir para tornar a industria da moda mais sustentável e termos uma postura ecologicamente correcta. Uma delas é o reaproveitamento de peças de roupa através da sua transformação. Muitas vezes nem é necessário ter grandes conhecimentos de costura, basta fazer pequenas alterações para ficarmos com uma peça totalmente nova.
Sempre que possível procuro comprar produtos do país onde me encontro com o intuito de fazer compras mais conscientes.
No caso de Portugal encontramos marcas no segmento da moda com bastante qualidade, no entanto muitas vezes desconhecemos que sejam fabricadas no país.
Assim vou tentar descobrir e dar a conhecer as marcas Made in Portugal, apresentando aqui os negócios/marcas/lojas que sejam portugueses e preferencialmente que também sejam fabricados no país.
Arranco já hoje para vos falar da RÊVERIE, uma marca portuguesa de lingerie e corseterie, fundada em 1996.
13.1.16
Nova lei em França: lei contra a extrema magreza / Nueva ley en Francia: contra la ley extrema delgadez
Desde há algum tempo que existem várias manifestações contra o baixo peso que muitas modelos aparentam nos desfiles de moda e com o uso muitas vezes excessivo do Photoshop.
Agora, a França promulgou uma lei que vem regular esta situação.
Segundo esta lei, as modelos passam a ser obrigados a obter um atestado médico de garantia da sua saúde, considerando se o índice de massa corporal é compatível com a profissão.
Além disso, as fotografias de modelos editadas com Photoshop ou programas similares têm de ter um aviso a informar que foram alteradas.
Esta lei não é inédita, visto há dois anos Israel ter adoptado medidas semelhantes.
Apesar de não acreditar que esta lei vá mudar mentalidades, pelo menos será um começo.
Desde hace algún tiempo hay varias manifestaciones contra el bajo peso que muchas modelos aparentan en los desfiles de moda y el uso a menudo excesivo de Photoshop.
Ahora, Francia aprobó una ley que regule esta situación.
Bajo esta ley, ahora establece que para trabajar como modelo se deba presentar un certificado médico, que deberá acreditar el estado de salud de la modelo, teniendo en cuenta si el índice de masa corporal es compatible con la profesión.
Además, las fotografías de modelos retocadas con Photoshop o programas similares deberán tener un aviso informando que son editadas.
Esta ley no es novedosa, ya que hace dos años, Israel ha adoptado medidas similares.
Aunque no creo que esta ley va a cambiar las mentalidades, al menos, es un buen comienzo.
Fuente: el mundo
Recentemente vi o documentário Sweatshop – Deadly Fashion. Este foca-se essencialmente nas condições dos trabalhadores das fábricas de roupa no Cambobja.
Se quiserem explorar mais um pouco este tema podem ver o documentário completo aqui.
Hace poco vi el documental Sweatshop - Moda mortal. Este se centra principalmente en las condiciones de los trabajadores en las fábricas de ropa en Cambobja.
Si quieren explorar un poco más de este tema, pueden ver el documental completo aquí.
Quando vamos às compras deveríamos observar sempre a etiqueta das roupas que gostamos, não só para saber de que material é composta mas também para saber onde é fabricada. Este pequeno passo pode servir para evitar sermos induzidos em erro ou apenas para termos percepção do que realmente estamos a comprar.
Na maioria dos casos veremos que é extremamente difícil fugir aos produtos feitos na China, Bangladesh ou Cambodja, visto a maioria dos produtos serem provenientes dos mesmos nos dias de hoje. Isto não seria um problema se as fábricas a operar nesses países não fossem conhecidas pelos trabalhos precários a que sujeitam os seus trabalhadores.
O ideal seria comprar maioritariamente produtos do próprio país, porque assim estaríamos a ajudar a crescer sua a economia, ou em último caso de outros países onde à partida sabemos que as condições de trabalho são razoáveis.
Por outro lado, desde que estou na Colômbia que tento optar por marcas "Made in Colombia" no entanto tive conhecimento que existem muitas costureiras a trabalhar para grandes marcas e que recebem cêntimos por cada peça costurada, ou seja, apesar de uma a etiqueta nos dizer que a peça foi produzida num país mais desenvolvido infelizmente não implica que as condições dos trabalhadores sejam as melhores.
Em resumo, observar uma etiqueta pode levar-nos a efectuar compras mais conscientes como primeiro princípio sendo que quem quiser ir mais além já terá de efectuar pesquisas sobre a marca da peça que compra.
Cuando vamos de compras siempre debemos mirar la etiqueta de la ropa que nos gusta, no sólo saber qué material está hecho, sino también para saber donde se fabrica. Este pequeño paso puede servir para evitar ser engañado o simplemente para tener la percepción de lo que realmente estamos comprando.
En la mayoría de los casos veremos que es muy difícil escapar a los productos hechos en China, Bangladesh o Camboya, ya que la mayoría de los productos son proveniente de los mismos, en estos días. Esto no sería un problema si las fábricas que operan en estos países no fuesen conocidos por trabajos precarios que someten a sus trabajadores.
Lo mejor sería comprar productos de nuestro propio país, porque entonces estaríamos ayudando a hacer crecer nuestra economía, y en última instancia a otros países donde en principio nosotros sabemos que las condiciones de trabajo son razonables.
Por otra parte, desde que estoy en Colombia trato de elegir marcas "Made in Colombia", pero me enteré de que hay muchas costureras que trabajan para las grandes marcas y que reciben centavos por cada pieza cosida, por lo que a pesar de la etiqueta dice que la pieza era producida en un país más desarrollado, por desgracia, no implica que las condiciones de los trabajadores son los mejores.
En resumen, mirar una etiqueta nos puede llevar a hacer compras más conscientes como un primer principio pero cualquier persona que quiera ir más allá, tiene que para llevar a cabo una investigación sobre la marca de la pieza que compra.
Depois de ver o documentário a vontade que tenho é de deixar de adquirir produtos provenientes da "Fast Fashion". Mas, na realidade, isso é extremamente difícil, porque a moda está muito baseada nos mesmos.
Esta situação lembra-me as promessas que fazemos a nós mesmos de deixar de comer Fast Food. Em que deixamos de o fazer por um determinado tempo, até ao dia em que cedemos e se preciso for vamos mais vezes do que anteriormente. Muitas vezes até damos desculpas para o nosso comportamento, seja porque o nosso estilo de vida não o permite, porque não há como fugir a esses produtos, ou até por uma questão do preço.
A realidade documentada no "True Cost", não é completamente nova para mim, mas agora é impossível olhar para o lado, como se nada fosse. O que significa que daqui para a frente tentarei fazer ainda melhores escolhas, pois podemos sempre mudar alguns dos nossos comportamentos e explorar outras opções para além da "Fast Fashion".
Se todos tivemos força de vontade para fazer pequenas mudanças no nosso dia-a-dia, juntos teremos força para contribuir para uma indústria mais justa e que não colapse com o ambiente no nosso planeta.
Después de ver el documental tengo ganas de dejar de comprar productos de "Fast Fashion". Pero, en realidad, es muy difícil, porque la moda está basada en gran medida de la misma.
Esta situación me recuerda las promesas que hacemos a nosotros mismos para dejar de comer Fast Food. Logramos a dejar de hacerlo por un tiempo, hasta que el día que cedemos y si fuera necesario lo hacemos con más frecuencia que antes. A menudo nos ponemos excusas para nuestro comportamiento, sea porque nuestro estilo de vida no lo permite, porque no se puede escapar de estos productos, o incluso por los precios.
La realidad documentada en "True Cost" no es del todo nuevo para mí, pero ahora es imposible apartar la mirada, como si nada hubiera sucedido. Lo que significa que de ahora en adelante voy a tratar de hacer aún mejores opciones, porque siempre podemos cambiar algunos de nuestros comportamientos y explorar otras opciones más allá de la "moda rápida".
Si todos tuviéramos la fuerza de voluntad para hacer pequeños cambios en nuestro día a día, juntos tenemos la fuerza para contribuir a una industria más justa y que no se derrumba con el medio ambiente en nuestro planeta.
Todos nós gostamos de estar na moda e de comprar coisas a bons preços, inclusive eu. Mas numa industria tão dependente de mão-de-obra como é o caso da indústria da moda, como se explica que exista tanta quantidade e a preços tão baixos?
A resposta é simples, muitas marcas recorrem a meios pouco éticos para satisfazem as necessidades dos clientes a nível dos preços e da quantidade de escolha. Muitas vezes recorrendo à exploração da mão-de-obra em países pouco desenvolvidos.
Apesar de já ter algumas ideias sobre este assunto, ao ver o documentário "True Cost" fiquei incrédula ao conhecer toda a história por detrás dos produtos de baixo custo. Estes implicam não só a exploração da mão-de-obra, e as suas péssimas condições de trabalho, mas também existem sérias questões ambientais. Sabiam que a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo, ficando apenas atrás da indústria do petróleo?
Quanto mais via este documentário mais pensava como poderíamos combater esta situação, se quem está à frente desta indústria tem o poder todo. Mas depois lembrei-me de um outro documentário que dizia que quem detém o poder somos nós consumidores, pois a cada escolha que fazemos mostramos o que realmente queremos. Não podemos acabar com a situação de uma vez, mas ao fazermos escolhas conscientes estamos a mostrar o nosso descontentamento e com o tempo a indústria será forçada a mudar, só espero que a mudança seja feito a tempo.
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A todos nos gusta estar a la moda y comprar cosas a buenos precios, incluyéndome a mí. Pero en una industria tan dependiente de la mano de obra como es el caso de la moda, ¿cómo explicar que hay tal cantidad y a precios tan bajos?
La respuesta es sencilla, muchas marcas recurren a medios poco éticos para satisfacer las necesidades de los clientes a nivel de los precios y de la cantidad de opciones. A menudo recurren a la explotación de mano de obra en los países subdesarrollados.
Aunque tengo algunas ideas sobre este tema, al ver el documental "True Cost" no podía creer en toda la historia por detrás de los productos de bajo costo. Estos implican no sólo la explotación de la mano de obra, y sus malas condiciones de trabajo, pero también hay cuestiones ambientales graves. ¿Sabían que la industria de la moda es la segunda más contaminante del mundo, sólo superada por la industria petrolera?
Cuanto más veía este documental más pensaba en cómo podemos combatir esto, pués quien está por delante de la industria tiene todo el poder. Pero entonces me acordé de otro documental que dice que quien está en el poder son que los consumidores ya que en cada opción que hacemos, nosotros mostramos lo que realmente queremos. No podemos acabar con la situación de una vez, pero al hacer opciones conscientes mostramos nuestro descontento y, finalmente, la industria será obligada a cambiar, sólo espero que el cambio se realice a tiempo.
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